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A palavra sonho é curta na forma, mas gigante no conteúdo.

Sonhar é fundamental para termos um rumo, uma motivação, um unir forças...

Sonhar é realização da nossa mente, do nosso espírito, da nossa alma de uma forma imaginária...

Sonhar é poder realizar tudo imaginariamente, mantendo a estrelinha, o brilho que se torne real...

Mesmo quando tudo parece ter destruído o sonho, sonhar, mostra-nos que podemos reconstruir tudo, mostra-nos que nada nos deitará abaixo...

Um sonhar é imensamente motivador, o mesmo sonho, dentro de uma equipa, por todos, será ainda mais motivador e ainda mais cativante.

Eu sonho e continuarei a sonhar!
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Sempre que tenho oportunidade, tento acompanhar jogos de vários escalões e divisões distintas de forma anónima, tipo “penetra”, pois acho que se evolui e aprende bastante ao conviver com todas as diferentes realidades.

Num destes dias, enquanto assistia a um jogo de Juvenis, escutei por acaso uma conversa entre dois treinadores, que particularmente me chamou a atenção, pois após um jogador ter efectuado um drible sobre dois adversários, os “misters” automaticamente o qualificaram de “tecnicamente evoluído”, levando-me apensar se seria correcta esta avaliação?

Após uma análise, cheguei a uma conclusão, que falarei mais abaixo…Após continuar a analisar o atleta em questão, verifiquei que o atleta tinha, de facto, uma boa capacidade de condução de bola e de drible, no entanto tinha dificuldades ao nível do passe e da recepção, levando-me a concluir que afinal o atleta era fraco técnicamente, pois apesar de ser forte no drible, faltava-lhe o essencial e fundamental, o passe e a recepção, algo impossível para quem quer jogar Futsal ou para sequer haver um jogo de Futsal.

Então, a conclusão a que chego é que muitas das vezes as pessoas confundem a capacidade técnica com a capacidade de drible, pois para mim, um atleta evoluído tecnicamente é aquele que é forte na recepção de bola e no passe, independentemente de ter ou não capacidade de drible, ao invés do atleta que, parado, faz mil malabarismos com a bola ou finta a equipa toda adversária, mas que não consegue fazer a bola circular e assim jogar em equipa.

No entanto, é obvio que o atleta que tem capacidades “natas” de condução, domínio e drible de bola, tem vantagem “técnica” sobre os outros e até desenvolverá as suas capacidades de passe e recepção de bola mais rapidamente e terá uma maior possibilidade de atingir patamares superiores aos restantes, mas só e apenas se dominarem o “básico” do Futsal, o passe e a recepção de bola, caso contrário, irão para o grupo dos chamados “artistas de circo” que só fazem malabarismos e fintas para a bancada, mas que nunca conseguirão se tornar jogadores de Futsal.
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1-Recuperação imediata da bola:
Este objectivo é na minha perspectiva o mais importante dos 3.Quando um jogador perde a bola,o resultado é quase sempre um contra-ataque.Ora,se existir uma pressão imediata logo após a perda de bola,por vezes evita-se um lance de perigo para a nossa baliza e desta forma,a equipa tem menos tempo para se organizar.
2-Organização defensiva e equilíbrio da equipa:
Este objectivo,passa pela organização dos elementos da equipa,onde cada jogador ocupa a sua posição defensiva definida pelo treinador.
3-Defesa da nossa baliza:
Este objectivo é o ultimo dos 3,pois aqui a equipa defensivamente tenta evitar que o adversário chegue ao golo.
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Há uns dias li um artigo sobre a escassez de pivots portugueses e dei comigo a pensar o porquê?Após reflectir, verifiquei que o problema maior tem a ver com algo que eu, pessoalmente, acho que falta aos treinadores Portugueses (apesar de já notar alguns progressos), que é pensar pela própria cabeça, em vez de ir pela “moda” e copiar os sistemas tácticos que estão em voga, na certeza de terem encontrado a “fórmula mágica”…

Neste caso específico, acho que este problema da falta de pivots portugueses, deve-se ao facto de nos últimos 7/8 anos se ter definido o 4.0 como o supra sumo dos sistemas ofensivos, descurando todos os outros variadíssimos sistemas, nomeadamente os que utilizam pivots, levando a que a geração de atletas que chegou ou está a chegar agora a idade de sénior, durante a sua formação, jamais jogaram num sistema que utilizasse pivot…
Como treinador, o que mais me dá prazer é esta infinita possibilidade de poder criar, inventar, raciocinar, reflectir e desenvolver conceitos técnico-tácticos sem COPIAR por ninguém, tendo obviamente referências e pontos de convergência com outros treinadores, mas claro está, pensando pela minha cabeça!!Por muito que um determinado modelo de jogo desenvolvido por outro treinador nos pareça fabuloso, de certeza que existe sempre algo que fazíamos diferente... além de que os pressupostos das equipas poderão ser diferentes como por exemplo: as características dos jogadores, horas de treino, idade, etc, sendo por isso de todo impossível copiar exactamente o mesmo modelo de jogo da equipa A para a equipa B…

Ou seja, se modelo de jogo que aplicamos na nossa equipa não tiver nenhum "cunho" pessoal e for apenas uma cópia integral de um modelo de jogo que outro treinador desenvolveu, então não somos treinadores, mas apenas meros executantes de uma ideia de alguém, e isso qualquer pessoa pode fazer... Por exemplo, se dermos um livro de exercícios ao funcionário do pavilhão, ele fará exactamente a mesma coisa, pois só tem que aplicar o que lá está escrito...
É, no entanto, vital que os treinadores falem bastante uns com os outros, no sentido de discutir e apresentar ideias, pontos de vista, reflexões, pois esta é, sem dúvida alguma a melhor forma de apreendermos e evoluirmos permanentemente, no entanto, por muitos conhecimentos e experiência que alguém possa ter, NINGUÉM é dono absoluto da razão e sabe tudo…
Por isso, por mais absurdo que o modelo de jogo por nós desenvolvido possa parecer aos olhos de outros, se acreditamos no que estamos a fazer, de uma forma consciente e de acordo com as nossas ideias, conceitos e objectivos definidos, devemos defender sempre a nossa posição , tendo obviamente a noção de que também nós, não somos os donos da razão e ter a humildade para assumir que a ideia contrária também poderá estar correcta e se calhar é bem melhor do que a nossa, e é desta forma, questionando, debatendo, criticando e batendo muitas vezes "com a cabeça na parede", que vamos evoluir, crescer e aperfeiçoar os nossos valiosos conhecimentos.
Em resumo, com tudo isto quero apenas dizer que, só somos de facto TREINADORES, se pensarmos pela nossa cabeça, caso contrário ficaremos pelo caminho e muito dificilmente atingiremos objectivos, e também que, por mais rídiculo que nos possa parecer as ideias e concepções de outros, jamais devemos criticar... até porque, no final, “a melhor táctica é aquela que ganha”!!!

Abraço e pensem nisto...

Pedro Silva
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"Quem marca ao homem corre por onde o rival quer:
Essa caçada tem por fim capturar um inimigo, mas o meio usado converte o marcador em prisioneiro.É o adversário quem dispõe do esforço e do espaço:
Tu segues-me, mas vais para onde eu quero."
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"Se tu apenas te preocupares com o teu homem, tu não te consegues preocupar com a equipa adversária, nem sequer dás conta se ela está a ir muito para a direita ou muito para a esquerda. Por exemplo, se tu estiveres a marcar um homem, tu não vais estar a ver o que é que os teus companheiros estão a fazer ou se está alguém a guardar as tuas costas. Em contrapartida, se estiveres mais à vontade, de cabeça levantada, podes sempre ajudar os colegas."
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    Sobre "O Meu Futsal":

    Esta página destina-se a todos os adeptos e simpatizantes pela modalidade de futsal, no qual se pretende explicar algumas modalidades e dar opiniões, sugestões e críticas de modo a melhorar a modalidade na região e no país.

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